Não contra gays, contra negros, contra pobres. Tenho pré-conceito com pessoas que acham “normal” bregas de novinhas, e as tais “novinhas” aceitarem ser taxadas dessa maneira. Tenho pré-conceito com a adultização das crianças, meninas de 10 anos rebolando até o chão, se maquiando como mulheres e os pais dessas meninas achando isso bonito. Tenho pré-conceito contra meninos que se acham os garanhões porque tiraram o B.V. muito novos e vivem pegando menininhas e querendo comê-las. Tenho pré-conceito contra os pais que não sabem educar seus filhos. Tenho pré-conceito contra quem é irresponsável suficiente para por um criança no mundo e não poder cuidá-la. Tenho pré-conceito contra pessoas que são ignorantes o suficiente para criticar os nordestinos. Tenho pré-conceito contra quem realmente não sabe se divertir e precisa do álcool para isso. Tenho pré-conceito contra mulheres que não se dão o respeito e o exigem dos homens. Tenho pré-conceito contra homens que acham que as mulheres são um pedaço de carne. Tenho pré-conceito contra quem não sabe admirar o país que tem. Tenho pré-conceito contra quem acha que porque tem dinheiro, tem tudo na vida. Tenho pré-conceito contra quem não sabe valorizar a cultura brasileira. Tenho pré-conceito contra quem fala que o Brasil não tem músicas decentes e valoriza a cultura internacional. Tenho pré-conceito contra quem não procura o que o país tem de melhor pra dar. Tenho pré-conceito contra quem fala, critica o Brasil e continua jogando lixo na rua.Tenho pré-conceito com tudo o que faz mal pro lugar em que vivemos. Tenho pré-conceito com todas as falhas e corrupções que MEU Brasil tem. Mas tenho um conceito, muito bem formado sobre meu país: Ele é o melhor lugar de se viver e, mesmo com todos os defeitos, eu o amo intensamente. Um dia eu realmente acredito que poderei vê-lo melhor do que ele está hoje. Que devemos começar a mudá-lo de pedacinho em pedacinho. De pessoa em pessoa. Só assim conseguiremos a alegria de ter um país melhor que o Brasil é hoje.